Morte de vice-prefeita Juliana Teixeira é confirmada

Vice-prefeita de Ribeira morre aos 40 anos e deixa dois filhos

A vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, Juliana Maria Teixeira da Costa, morreu aos 40 anos neste sábado (26). A notícia foi divulgada pela Prefeitura, que publicou uma mensagem de pesar nas redes sociais e destacou a trajetória da política, além de prestar solidariedade aos familiares e amigos.

Juliana deixa dois filhos. Antes de ocupar a vice-prefeitura, ela também havia exercido o cargo de secretária municipal de Saúde. A administração municipal classificou a morte como uma perda precoce e lamentou a interrupção inesperada de sua trajetória.

Prefeitura lamenta morte de Juliana

Em uma publicação feita após a confirmação da morte, a Prefeitura de Ribeira destacou a despedida da vice-prefeita e mencionou os dois filhos deixados por ela.

A manifestação provocou repercussão entre moradores e pessoas ligadas à administração municipal. Nas redes sociais, mensagens de pesar foram publicadas em homenagem a Juliana, que mantinha atuação na vida pública do município.

As circunstâncias da ocorrência que resultou na morte ainda dependem de informações oficiais das autoridades responsáveis pela apuração. Novos detalhes devem ser divulgados conforme o andamento das investigações.

Vice-prefeita estava afastada desde 2025

A morte de Juliana ocorre enquanto o nome dela ainda estava relacionado a uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).

A então secretária municipal de Saúde e vice-prefeita havia sido afastada das funções públicas por determinação judicial em agosto de 2025. A medida estava relacionada a uma ação envolvendo contratos da Prefeitura e recursos destinados à área da saúde.

O afastamento foi formalizado pelo município em cumprimento a uma decisão judicial. Na época, o caso passou a ter repercussão fora de Ribeira devido às suspeitas apresentadas pelo Ministério Público.

Investigação envolvia recursos públicos

Segundo a acusação apresentada pelo MPSP, Juliana teria participado de irregularidades relacionadas a contratos públicos e teria utilizado R$ 41,2 mil em recursos públicos para contratar um serviço descrito como “casamento espiritual” ou “amarração amorosa”.

De acordo com a apuração apresentada pelo órgão, os valores teriam passado por uma empresa que mantinha contrato com o município e posteriormente chegado a uma pessoa que oferecia serviços espirituais.

O caso também envolveu questionamentos sobre contratos relacionados à área da saúde e a forma de contratação e remuneração de profissionais. Outros envolvidos foram alcançados pela investigação.

As acusações, no entanto, faziam parte de uma ação judicial e não representavam uma condenação definitiva. Juliana contestou as acusações e afirmou, por meio de manifestações divulgadas na época, que havia sido alvo de informações que considerava falsas.

Processo judicial ainda estava em andamento

Registros processuais indicavam que a ação civil pública relacionada ao caso continuava tramitando na Justiça de São Paulo. Entre os pontos discutidos estavam contratos administrativos e eventual ressarcimento de valores aos cofres públicos.

Com a morte de Juliana, eventuais questões jurídicas relacionadas diretamente à sua pessoa deverão observar as regras previstas na legislação. Os demais aspectos do processo poderão continuar sendo analisados pela Justiça conforme o caso.

Enquanto isso, a notícia da morte provocou manifestações de pesar em Ribeira. Familiares, amigos, moradores e representantes da administração municipal prestaram homenagens à vice-prefeita.

Aos 40 anos, Juliana deixa dois filhos e uma trajetória marcada pela atuação na gestão pública e pela passagem pela Secretaria Municipal de Saúde. A Prefeitura reforçou as condolências à família neste momento de despedida.